Os exercícios físicos em cada período da gestação

O organismo das mulheres possui várias particularidades relacionadas a anatomia, características hormonais, prevalência de algumas doenças e respostas adaptativas ao exercício.

Neste post abordaremos o período da gravidez e a relação com o exercício físico, que gera muitas dúvidas na maioria das mulheres.

A primeira regra básica nesse caso é que toda gestante pode e deve realizar exercícios físicos. Mas, claro, que a prática é recomendada na ausência de anormalidades e mediante avaliação médica.

A prática de atividade física em gestantes visa a manutenção da aptidão cardiorrespiratória, a diminuição de sintomas gravídicos, o melhor controle ponderal, a diminuição da tensão durante o parto e uma recuperação mais rápida no pós-parto.

Durante uma gestação normal, quem já praticava exercícios pode continuar a fazê-lo, adequando a prescrição à gestação. Para aquelas que eram sedentárias, o início deve ser gradual com o objetivo de alcançar 150min/semana, de atividade aeróbica de moderada intensidade, sendo o melhor parâmetro para controle da intensidade na gravidez a avaliação subjetiva de cansaço por meio do teste da fala ou da escala de Borg.

 

 

No primeiro trimestre da gestação, as principais precauções para o exercício devem ser com a hipertermia (aumento da temperatura corporal), portanto usar roupas frescas e evitar ambientes quentes é fundamental.

O segundo trimestre é o melhor momento para a prática de exercícios já que os riscos maiores das primeiras doze semanas passaram e as limitações dos últimos três meses ainda não chegaram. Nessa fase, o cuidado principal deve ser com a intensidade do exercício. Não se deve buscar performance e competitividade com a prática em alta intensidade.

No terceiro trimestre, o ganho de peso, as alterações da frequência cardíaca e frequência respiratória, as variações da pressão arterial, a hiperlordose e as alterações osteoarticulares podem limitar naturalmente algumas atividades. Nessa fase, optar por atividades aquáticas pode trazer benefícios devido ao efeito diurético da imersão e por diminuir o risco de lesões secundárias a embebição gravídica.

Lembrando que exercícios que envolvem risco de contato ou colisão devem ser evitados em todas as fases da gestação.

E quando deve-se interromper o exercício? Na presença de sangramento vaginal, tonteira ou desmaio, dor ou inchaço na panturrilha, dor torácica, trabalho de parto prematuro, diminuição do movimento fetal, perda de líquido amniótico, aumento significativo da pressão arterial e falta de ar antes do exercício. Nesses casos, procure seu médico para avaliar os sintomas e definir o momento de voltar a se exercitar.

Gravidez não é desculpa para parar de praticar exercícios ou ter medo de movimentar-se. Procure orientação especializada e traga benefícios para você e para o bebê com atividades físicas realizadas da forma correta.